Flávio Bolsonaro quer anular eleições no Brasil: o que está em causa e os passos a seguir
Candidato não reconhece a vitória de Lula da Silva nas eleições deste domingo.
Candidato não reconhece a vitória de Lula da Silva nas eleições deste domingo.
Nunca um candidato tinha ganho a segunda volta depois de perder na primeira. Flávio Bolsonaro, entretanto, pediu a anulação das eleições e fala em "sacanagem".
A interferência dos EUA na política brasileira deu gás a Lula - até que Bolsonaro, articulado com a Casa Branca, conseguiu calar o Presidente americano. A influência americana, alimentada por vários interesses, não desapareceu.
A ex-primeira dama, a atual e a pretendente são trunfos na campanha pela Presidência. Bate-bocas, vídeos, cheques e maquilhagem fazem parte das armas por Lula ou por Bolsonaro filho.
O procurador brasileiro, doutorado em combate à corrupção, elogia a Justiça portuguesa. Diz que a corrupção no Brasil não é cultural (mas política) e defende o uso da delação premiada.
O presidente brasileiro ressalvou a necessidade de haver respeito pela “presunção de inocência” do ex-presidente.
Antigo ministro do PSD foi ouvido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) sobre a campanha da coligação "Portugal à Frente". Procuradores ainda estão no rasto de um "Príncipe" que recebeu mais de quatro milhões de euros da construtora brasileira Odebrecht.
É óbvio que um processo com estas características – transnacionalidade gigantesca do suposto corruptor ativo, ocultação do rasto do dinheiro e do beneficiário, offshores e investimentos em cascata – caminha para o arquivamento.
Os procuradores encarregues de investigar o alegado caso de corrupção por trás da construção da barragem conseguiram uma prorrogação de 120 dias.
Todos os anos, Lisboa acolhe um encontro de que nunca ouviu falar, mas que é uma autêntica parada de poderes promíscuos.
Para o líder brasileiro, Kaddafi é “irmão”, a Venezuela “uma democracia” e Zelensky “o rei da cocada”. Eis o historial de Lula da Silva com ditadores.
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal no caso Lava Jato ameaça destruir o que resta da investigação às suspeitas de crimes na adjudicação e construção da Barragem do Baixo Sabor. Um juiz daquele tribunal brasileiro decidiu que são nulos os dados da empresa Odebrecht - documentos bancários, emails e testemunhos de delatores - que o Ministério Público está a usar para tentar descobrir quem é o “Príncipe”.
Walter Delgatti ainda pode recorrer da decisão. Juiz aponta que informações obtidas ilegalmente foram alvo de tentativa de venda por cerca de 45 mil euros.
António Saraiva indicou o ex-CEO do Novo Banco para a vice-presidência da Cruz Vermelha. Agostinho Pereira de Miranda, que foi presidente interino da instituição, não poupa nas críticas. Diz que é "um país do avesso".
A Odebrecht Portugal já está a pagar a prestações cerca de €5 milhões para não ser acusada de fraude fiscal e lavagem de dinheiro no caso Monte Branco. O Ministério Público aceitou que as transferências internacionais, se destinaram apenas a pagar por fora a funcionários da empresa. Mas parte desse dinheiro estava a ser usado no caso CMEC/EDP, para fundamentar pagamentos corruptos na adjudicação e construção da barragem do Baixo Sabor. Uma investigação que visa muitos milhões de euros enviados através de offshores e destinados também ao enigmático “Príncipe”.
Numa democracia pode-se aplaudir a visita de Lula a Portugal (e compará-lo com Bolsonaro, considerando este um troglodita), mas também se podem questionar as ligações do atual Presidente brasileiro aos esquemas de corrupção passiva.